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Nós fomos assim…
Nossas meninas já devem conhecer a blogueira Cris Guerra, que além de ter uma história linda é hiper talentosa ao compor looks que a acompanham do trabalho às noites deliciosas da capital mineira.
Quem acompanha meu blog (e sofre pela demora nas atualizações
já viu algo escrito por aqui a respeito dela.
Então, em homenagem a temporada maravilhosa que passamos em Belo Horizonte, que de tão proveitosa pareceu ser muito, muito mais longa que a verdade, segue uma foto nossa com a famosa, simples, bem humorada e possível Cris Guerra.
Essa foto foi postada aqui também para celebrar uma incrível vontade da minha irmã Li, que a admira demais por ser uma grande redatora e por não ter se curvado diante das “peças que a vida nos prega”. Ao contrário disso, ela fez da tristeza e da perda um renascimento e uma grande vitória.
Li, que bom realizar esse “sonho bobo” , que de bobo não tem nada, né?! Sonhar é e sempre será muito importante para gente!
E que bom saber que estas pessoas das quais somos “fãs” são além de tudo, seres humanos maravilhosos!!!
P.S.: Para quem quer saber mais: www.hojevouassim.blogspot.com . Não deixe de visitar também o blog ” Para Francisco” , feito para o filhinho dela e que já virou livro e em breve, será filme!
Um beijo.
Desabafo e Desagravo!
Tem faltado tempo e silêncio para escrever. Não falo do silêncio só de ruídos, falo do interior, que a gente precisa para expressar mesmo que a indignação diante das coisas.
Nesse período meu verbo foi “exercitar” muitas coisas e deixei falar muitas das minhas vontades… Tenho muitas vontades ainda queridos e, uma delas é de ter projetos pessoais que possam ser levados paralelamente ao que a Objetiva têm feito, mas será um assunto para outro post porque hoje eu quero “desabafar”…
Sempre gostei de pessoas, por isso acho que a fotografia embora não traduza totalmente quem eu sou, define uma parte fundamental na minha vida. No início, faltava consciência ainda de que seria essa minha profissão, mas revendo minhas memórias percebi que sempre fotografei, mesmo sem ter uma câmera nas mãos. Porque fotografar é guardar um momento, nem que seja na memória! E percebi que sempre guardei pessoas, sentimentos, ocasiões, celebrações… Engraçado pensar porque fotografo casamentos, já que para mim é o primeiro motivo real para se celebrar.
Com o tempo e todas as histórias que coleciono aprendi a valorizar e admirar os motivos que fazem uma pessoa escolher outra e decidir viver com ela. Acho poética essa vontade e também um ato de coragem, já que além de alegrias, vamos também dividir fragilidades, defeitos, medos…
E por trás de todos os símbolos que conhecemos ( o véu, a grinalda, as alianças, etc…) e que fazem acontecer o casamento, existe então mais que um ritual da noiva vestida de branco e do noivo à sua espera no altar. Existe a necessidade e a vontade de sermos abençoados por Deus, qualquer que seja nosso credo e religião. Falo como noiva que fui e por todas as que confidenciam suas histórias e segredos, felizes por encontrarem o “par perfeito” … Por todos os sonhos que percebo nos olhos, na fala e na emoção que presencio; o casamento é algo que respeito profundamente!
Recentemente porém venho observado o comportamento de algumas igrejas e por mais que entenda que esse templo é sagrado e que existem limites, me entresteci demais com uma delas… Quando falo da igreja, me refiro às pessoas que a administram, e falar disso aqui me tomou tempo e um exercício: o de não calar! A igreja em questão é patrimônio tombado, tem restauração em seus monumentos e para mim, tem um significado e uma beleza sem igual. É afinal onde minha irmã do meio se casou, onde batizamos todas as nossas sobrinhas e onde provavelmente se casaria minha irmã gêmea, se a escolha não tivesse sido desmotivada por tudo que acabamos ouvindo. Entendo as regras de preservação e mais, entendo que a celebração deve fazer mais sentido que luzes decorativas, canhões ou decorações ricamente colocadas. Mas entendo também que a escolha da igreja nem sempre é por sua beleza e imponência. É a escolha do lugar onde mais acreditamos estar próximos de Deus e de sua benção e, portanto, onde melhor deveríamos ser acolhidos.
Uma noiva fotografada pela Objetiva recentemente, nesta igreja, nos ligou dois dias depois da celebração também para um desabafo. Ao ser cobrada pelo cheque caução ( sem aviso prévio em seu contrato), porque convidados fotografaram com câmeras amadoras dentro da igreja, retrucou com a administradora e explicou sua ligação e seu empenho ao ter a igreja na realização do casamento. Mesmo após dizer quantas celebrações já haviam sido feitas ali na sua vida e de sua família, de como cuida da paróquia, ouviu claramente esta pessoa dizer que “para a igreja o que importa é o dinheiro”! Decepção que dividiu com a gente e que hoje divido com vocês… Uma tristeza imensa ao saber que às vezes as pessoas falam por si e levam por terra a imagem que demoramos uma vida inteira para construir. Além das afirmações perigosas, essa pessoa em questão também fez ameaças, sugerindo inclusive que só poderiam trabalhar na igreja uma ou outra empresa autorizada por ELA. Esclareço isso por fim porque todos os profissionais com trajetória e um nome à zelar tem total consciência da necessidade de cadastro, das normas de uso de luzes e flashs, e o teor das afirmações sugeriram uma outra coisa pior ainda: a de que só trabalha lá quem paga!
Preservo aqui o nome de nossa cliente e espero, de verdade, que a adminstração da igreja ( e esta pessoa) analise as consequências de sua atitude, porque acredito, a melhor das hipóteses será o distanciamento dos noivos das igrejas… Fica uma dica também, a vocês que nos acompanham e que estão planejando seu casamento: avaliem bem todos os contratos assinados, esclareçam dúvidas, questionem…
Casamento é uma escolha feita por diversos motivos e vontades e, celebrá-las com tranquilidade no coração é o que eu desejo a todos vocês!
Um beijo e ótima semana!
Escolhas
Hoje é sábado e incrivelmente estou chegando em casa à meia-noite. Faz muito tempo que não tenho um sábado assim, vendo nossa casa no fim de semana no início da madrugada, e não no fim dela.
No trajeto para cá percebi que fiz muitas escolhas. Neste sábado em especial, fui também escolhida para registrar o aniversário da Júlia, a pequenina e linda filhinha de Fábio e Nájila.
Escolhi ( também) estar neste momento porque vimos a Júlia na 3D, na barriga da Ná e nos olhos deles, antes mesmo que ela nascesse. Fui escolhida para ser uma voz que ela ouviu na barriga e a “tia” que guardou memórias lindas do papai e da mamãe no casamento, na espera por ela, e no primeiro ano que ela completaria. Percebem a conexão?! A gente escolhe e é escolhido em retribuição…
Comecei esse post querendo falar de escolhas porque meu pensamento nessa retrospectiva toda teve início quando me lembrei da família da Júlia, das coisas que ela ainda vai aprender, das lembranças que ela vai guardar e sem querer, me lembrei de um filme quando parei na porta de casa. O filme que escolhi e que me fez ver a vida de forma mais tranquila e corajosa…
Assisti “Pontes de Madison” ainda em São Paulo quando havia acabado de chegar lá (precisamente) , deixando aqui meu diploma de contadora , minha família e tudo de seguro que eu tinha… Hoje olho para aquele tempo e entendo que valeu a pena demais. Não só porque conquistei um coração realizado, mas porque cresci em 3 anos, uma vida inteira.
Se me perguntarem qual a ligação do filme com isso tudo vou dizer que é total, (e certa) porque com ele e no aniversário de hoje, entendi que a gente faz escolhas e elas também nos fazem. Espero então ser escolhida muitas, muitas vezes ainda porque é tão bom ser querido e importante para alguém, não é?!
E sobre “Pontes de Madison”, quem ainda não assistiu, é uma sugestão e, talvez um dos filmes que mais tenham me tocado… Fala de casamento, não no momento em que nos encontramos (eu não mais…rss) - como noivas – , mas na fase de vida constituída, de verdades certas e inesperadas, de segurança, paixão… Fala de amor adulto e novamente do tema que me fez lembrar dele: das escolhas.
Que a gente possa então fazer valer as melhores, as mais sábias, a menos providas de “segundas intenções” ou interesses – que a gente saiba separar o “joio do trigo” e que a gente entenda que de vez em quando é bom escolher estar em casa, mesmo que para ver o pôr-do-sol chegar, tomar banho de piscina com o filho, contrariar a correria da semana e almoçar com a esposa (ou com o marido); escolher (pelo menos de vez em quando!) o prazer no lugar do dinheiro… Assim, acreditem, escolheremos ser pessoas melhores, mais felizes e, quem dera, também possamos ser escolhidos como importantes para alguém igualmente importante para nós.


