Posts Tagged ‘fotógrafa de casamento Cuiabá’
Maquiagem para noivas
Já contei para vocês que maquiagem é item primordial na minha vida?! Que prefiro usar roupa velha a sair sem rímel?!
Verdades e exageros à parte, minha família diz que de todas as quatro irmãs eu sou a mais “encutida” com a “pintura”. Tanto que meu marido cronometra o tempo de saída de casa para os passeios em “antes ou depois de você se pintar”.
Adoro a sensação desse tempo de cuidado. De minutos onde me concentro para ir trabalhar escolhendo cores e maneiras de estar mais bonita e privilegiar assim quem me contratou para um dia de trabalho.
Pensando nisso, quero apresentar (a quem não conhece!) a Vanessa Rozan. Acho essa mulher o máximo! Digam o que quiserem. Ela é do tipo “menos é mais” , sem pestanejar, sem fazer feio, sem perder a elegância simples e que a faz uma das mulheres mais requintadas que conheço (ela perde, tudo bem, para Júlia Petit e para minha querida Fernanda Minosso – que sabe disso!)… Pensei muito nesse quesito antes do meu casamento porque eu e minha pele temos uma “encrenca brava” há muitos anos. Mas fiz minha escolha e fui muito, muito, muito feliz com ela.
Por isso, achei este post no blog da Constance Zahn, onde a Vanessa fala sobre maquiagem para noivas. Item fundamental meninas!! Fundamental!
Espero que gostem!
http://www.constancezahn.com/page/4/
Para saber mais sobre Vanessa Rozan, acessem: www.liceudemaquiagem.com.br .
*
Fotojornalismo. Para quê?!
Quando fotografamos nosso primeiro casamento em Cuiabá, há exatos 7 anos, fomos instantaneamente definidos como “fojornalistas”. Um termo que sempre nos deixou orgulhosos, mas também cheios de responsabilidade. Isso porque ser um fotógrafo que retrata a vida e as coisas dessa forma nos faz precisar estar munidos de muito além que um bom equipamento e sorte: precisamos estar munidos de emoções. Digo isso porque registrar jornalisticamente um evento para mim, é não interferir na sua realização. E isso é muito profundo porque como alguém pode estar presente num lugar a tal ponto e com tamanha presença de espírito a ponto de “não ser visto” e “não interferir”… só guardar?! Percebi que os fotojornalistas pedem (consciente ou inconsientemente) permissão para “invadir” um pequeno mundo ou situação. De tal forma que mesmo sendo uma cena de conflito, tragédia, ou alegrias profundas aquela pessoa com a câmera na mão seja tão bem vinda que muitas vezes chega a ser invisível. Algo muito difícil, concluí devagar… E quem faz esse tipo de trabalho, você pode perguntar?! Os fotógrafos de jornais, os apaixonados por natureza e que convivem com ela sem interferir no curso natural das coisas, os fotógrafos de guerra – apaixonados ou não esse é um campo delicado e de um profundo papel no que conhecemos da nossa história. Afinal, quem mais contaria tudo isso para gente?! Mas também, possivelmente aproveitado quer seja num registro de casamento, de nascimento, de aniversário…
Depois de anos me questionando sobre como nos encaixaríamos neste termo, percebi afinal que eu gostaria de carregar comigo a possíbilidade de não me definir… De deixar que o cliente definisse nosso trabalho por nós… E isso tem acontecido devagar.
Me alegro ao ouvir que nossas fotos guardam as emoções. Me alegro ao ouvir que elas guardam a verdade. E de todo coração, me alegra saber que este será o maior presente para as futuras gerações, afinal, o que fica é o registro, e a forma como o fotógrafo viu tudo isso… A delicadeza deste olho e a forma como “ele” quis contar isso para o mundo.
Recentemente ouvi muito a respeito deste tema e, e estudá-lo é sempre fascinante. Por isso, e para esclarecer as dúvidas de muitos clientes que querem saber o que realmente significa fotojornalismo, esclareço que talvez o que mais nos atraia no trabalho de um ou outro profissional é a maneira que ele escolhe representar o mundo e “apresentá-lo” para nós. E isso, é pessoal e ouso dizer ainda, “intrasferível” – cada um encontrou sua forma.
O VALOR (= importância) envolvido nessa eternização, nesse olhar apurado, delicado e totalmente dedicado ao “seu grande” dia é único e portanto, deve ser escolhido com cuidado e conhecimento de causa. E para isso, ajuda se você se perguntar sob que lente, que ângulo e que sensibilidade você gostaria de ter contada a sua história.
Um beijo.
Desabafo e Desagravo!
Tem faltado tempo e silêncio para escrever. Não falo do silêncio só de ruídos, falo do interior, que a gente precisa para expressar mesmo que a indignação diante das coisas.
Nesse período meu verbo foi “exercitar” muitas coisas e deixei falar muitas das minhas vontades… Tenho muitas vontades ainda queridos e, uma delas é de ter projetos pessoais que possam ser levados paralelamente ao que a Objetiva têm feito, mas será um assunto para outro post porque hoje eu quero “desabafar”…
Sempre gostei de pessoas, por isso acho que a fotografia embora não traduza totalmente quem eu sou, define uma parte fundamental na minha vida. No início, faltava consciência ainda de que seria essa minha profissão, mas revendo minhas memórias percebi que sempre fotografei, mesmo sem ter uma câmera nas mãos. Porque fotografar é guardar um momento, nem que seja na memória! E percebi que sempre guardei pessoas, sentimentos, ocasiões, celebrações… Engraçado pensar porque fotografo casamentos, já que para mim é o primeiro motivo real para se celebrar.
Com o tempo e todas as histórias que coleciono aprendi a valorizar e admirar os motivos que fazem uma pessoa escolher outra e decidir viver com ela. Acho poética essa vontade e também um ato de coragem, já que além de alegrias, vamos também dividir fragilidades, defeitos, medos…
E por trás de todos os símbolos que conhecemos ( o véu, a grinalda, as alianças, etc…) e que fazem acontecer o casamento, existe então mais que um ritual da noiva vestida de branco e do noivo à sua espera no altar. Existe a necessidade e a vontade de sermos abençoados por Deus, qualquer que seja nosso credo e religião. Falo como noiva que fui e por todas as que confidenciam suas histórias e segredos, felizes por encontrarem o “par perfeito” … Por todos os sonhos que percebo nos olhos, na fala e na emoção que presencio; o casamento é algo que respeito profundamente!
Recentemente porém venho observado o comportamento de algumas igrejas e por mais que entenda que esse templo é sagrado e que existem limites, me entresteci demais com uma delas… Quando falo da igreja, me refiro às pessoas que a administram, e falar disso aqui me tomou tempo e um exercício: o de não calar! A igreja em questão é patrimônio tombado, tem restauração em seus monumentos e para mim, tem um significado e uma beleza sem igual. É afinal onde minha irmã do meio se casou, onde batizamos todas as nossas sobrinhas e onde provavelmente se casaria minha irmã gêmea, se a escolha não tivesse sido desmotivada por tudo que acabamos ouvindo. Entendo as regras de preservação e mais, entendo que a celebração deve fazer mais sentido que luzes decorativas, canhões ou decorações ricamente colocadas. Mas entendo também que a escolha da igreja nem sempre é por sua beleza e imponência. É a escolha do lugar onde mais acreditamos estar próximos de Deus e de sua benção e, portanto, onde melhor deveríamos ser acolhidos.
Uma noiva fotografada pela Objetiva recentemente, nesta igreja, nos ligou dois dias depois da celebração também para um desabafo. Ao ser cobrada pelo cheque caução ( sem aviso prévio em seu contrato), porque convidados fotografaram com câmeras amadoras dentro da igreja, retrucou com a administradora e explicou sua ligação e seu empenho ao ter a igreja na realização do casamento. Mesmo após dizer quantas celebrações já haviam sido feitas ali na sua vida e de sua família, de como cuida da paróquia, ouviu claramente esta pessoa dizer que “para a igreja o que importa é o dinheiro”! Decepção que dividiu com a gente e que hoje divido com vocês… Uma tristeza imensa ao saber que às vezes as pessoas falam por si e levam por terra a imagem que demoramos uma vida inteira para construir. Além das afirmações perigosas, essa pessoa em questão também fez ameaças, sugerindo inclusive que só poderiam trabalhar na igreja uma ou outra empresa autorizada por ELA. Esclareço isso por fim porque todos os profissionais com trajetória e um nome à zelar tem total consciência da necessidade de cadastro, das normas de uso de luzes e flashs, e o teor das afirmações sugeriram uma outra coisa pior ainda: a de que só trabalha lá quem paga!
Preservo aqui o nome de nossa cliente e espero, de verdade, que a adminstração da igreja ( e esta pessoa) analise as consequências de sua atitude, porque acredito, a melhor das hipóteses será o distanciamento dos noivos das igrejas… Fica uma dica também, a vocês que nos acompanham e que estão planejando seu casamento: avaliem bem todos os contratos assinados, esclareçam dúvidas, questionem…
Casamento é uma escolha feita por diversos motivos e vontades e, celebrá-las com tranquilidade no coração é o que eu desejo a todos vocês!
Um beijo e ótima semana!


