Porção de flor

Por poucas vezes somos recebidos com um buquê de sorrisos.

Poucas pessoas conseguem fazer isso por nós, assim, sem nos conhecer, ou mesmo sabendo o que mais nos amedronta.

Na maioria das vezes as porções vêm em forma de cobranças, comparações, estratégias, expectativas, interesses…  E que triste pensar que as melhores porções ficam sempre tão guardadas que às vezes a gente se questiona se um dia elas nos serão entregues…

Rubem Alves já dizia que a porção de pipoca, feita de um milho “rejeitado”, duro e desacreditado, faz a alegria simples de uma turma de amigos.

Dizia também que para que ele mereça a atenção de um paladar, precisa antes passar pelo fogo extremo.

Penso que para ofertarmos uma porção de flor, a gente precise também desse tempo de cozimento.  De um amadurecimento que pode parecer impossível.  De nos lançarmos à vida e situações que não esperamos e que de tão difíceis podem nos fazer mais fortes, mais corajosos e crentes.

Recebo sempre manifestações lindas de carinho e cuidado, e em meu coração, as chamo de “porções de flores” – porque quem me conhece sabe que as amo.  Que elas me alegram.

A estas pessoas especiais que se emocionam comigo, oram por mim, me emprestam ouvidos, me dão conselhos, riem junto,  respeitam minhas lágrimas e se importam com meu percurso e sonhos , meu agradecimento imenso!  Que Deus permita nossa convivência e minha sabedoria ao retribuir-lhes.

Uma porção de flores pequeninas e mimosas a todos que fazem bem ao meu coração.

xoxo

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Felicidade tem forma

Se a gente pudesse definir a felicidade, será que ela teria forma?!  Será que tem cor, gosto, tempo?!

Ouso dizer que ela costuma se manisfestar de diversas maneiras, tantas, que eu mesma poderia citar sua visita na minha estrada por várias, várias vezes: minha primeira câmera, a primeira foto que olhei e onde reconheci  “meus olhos”, a primeira vez que fui a escola (sim, os livros e cores sempre me fascinaram!); a primeira vez que me disseram que duas irmãs podiam nascer no mesmo dia… Tantas vezes tive (e tenho) a sensação de que a felicidade parece um “pedaço” saboroso ou lindo de alguma coisa, que quase toco.  Que alegria saber que ela pode ser um presente diário na vida de todo mundo e ainda, ser especial e desejada sempre!

Ultimamente tenho pensado muito nisso: de onde vem e de quem depende nossa felicidade?!  Acredito que ela vêm da fé, especialmente da fé.   E que não somente, mas ela também depende de nós mesmos – porque além de acreditar, precisamos estar atentos a ela.

Tudo isso para dizer que me sinto feliz e abençoada por compartilhar com vocês as primeiras fotos de um retrato real da FELICIDADE.  Minha irmã e meu cunhado  à espera do primeiro menino de nossa família!  Até então, nós reinávamos entre os cunhados e meu pai – “o bendito fruto entre as mulheres”.

Hoje posso dizer que para Li e o Zé, a felicidade tem forma sim!

MIGUEL.  Com quase 5 meses e no melhor lugar do mundo.

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Falta dizer

Três meses de uma expectativa imensa e finalmente consegui dizer: minha Li está grávida e eu, muito, muito feliz!  Não sei porque não consegui dizer antes – acho que “estado de graça” defini bem. :-)

Incrível como a vida leva a gente por caminhos nunca imaginados e que por tantas vezes nos deixam sem palavras.  Ando assim, com muito o que dizer e respeitando meu “tempo de calar”.

Há tempo, um texto da mais nova e amada mamãe do mundo… E que bom saber que nossa vida foi planejada em conjunto.

“Faltava dizer

1) Que silêncio nem sempre é falta. Às vezes é excesso. Inclusive do que contar.
2) Que saudade é um sentimento que nem todo mundo desperta na gente. E quem consegue, merece saber. Primerio por carinho, depois por gratidão.
3) Que família não é só um lugar para ir. É onde você sempre está e a quem você pertence.
4) Que as coisas e as pessoas nem sempre “são”. Às vezes elas “estão” e é preciso entender quando o verbo sai do presente e vai para o passado.
5) Que algumas coisas na vida param quando você reduz o ritmo. Outras, fazem questão de avançar para chegar antes de você e é melhor enxergar a beleza disso.
6) Que leva tempo para ser quem a gente é, até por isso, a qualquer tempo, é possível escolher ser diferente.
7) Que a vida está cheia de certezas e conclusões compartilhadas e muitas delas, decididamente, não fazem sentido.
8) Que são poucas as pessoas que perguntam querendo ouvir a resposta. Para todas as outras, é melhor repetir a pergunta.
9) Que quando você nasce sua vida nunca mais será a mesma. Então, não é preciso esperar por uma faculdade, uma viagem, um livro ou um casamento para se dar conta disso.
10) Que em qualquer fase da vida existe busca e o que a gente encontra pelo caminho às vezes é bem melhor do que aquilo que procurávamos.
11) Que cuidar é sinal de amor. Um tipo de amor que não se expressa em palavras.
12) Que estar perto é um exercício mágico que algumas pessoas conseguem mesmo de longe. Com sorte, para sempre. ”

Saudades.

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Maquiagem para noivas

Já contei para vocês que maquiagem é item primordial na minha vida?!  Que prefiro usar roupa velha a sair sem rímel?! :-)

Verdades e exageros à parte, minha família diz que de todas as quatro irmãs eu sou a mais “encutida” com a “pintura”.  Tanto que meu marido cronometra o tempo de saída de casa para os passeios em “antes ou depois de você se pintar”. :-)

Adoro a sensação desse tempo de cuidado.  De minutos onde me concentro para ir trabalhar escolhendo cores e maneiras de estar mais bonita e privilegiar assim quem me contratou para um dia de trabalho.

Pensando nisso, quero apresentar (a quem não conhece!) a Vanessa Rozan.  Acho essa mulher o máximo!  Digam o que quiserem.  Ela é do tipo “menos é mais” , sem pestanejar, sem fazer feio, sem perder a elegância simples e que a faz uma das mulheres mais requintadas que conheço (ela perde, tudo bem,  para Júlia Petit e para minha querida Fernanda Minosso – que sabe disso!)… Pensei muito nesse quesito antes do meu casamento porque eu e minha pele temos uma “encrenca brava” há muitos anos.  Mas fiz minha escolha e fui muito, muito, muito feliz com ela.

Por isso, achei este post no blog da Constance Zahn, onde a Vanessa fala sobre maquiagem para noivas.  Item fundamental meninas!!  Fundamental!

Espero que gostem!

http://www.constancezahn.com/page/4/

Para saber mais sobre Vanessa Rozan, acessem: www.liceudemaquiagem.com.br .

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Nós fomos assim…

Nossas meninas já devem conhecer a blogueira Cris Guerra, que além de ter uma história linda é hiper talentosa ao compor looks que a acompanham do trabalho às noites deliciosas da capital mineira.

Quem acompanha meu blog (e sofre pela demora nas atualizações :-(      já viu algo escrito por aqui a respeito dela.

Então, em homenagem a temporada maravilhosa que passamos em Belo Horizonte, que de tão proveitosa pareceu ser muito, muito mais longa que a verdade, segue uma foto nossa com a famosa, simples, bem humorada e possível Cris Guerra.

Essa foto foi postada aqui também para celebrar uma incrível vontade da minha irmã Li, que a admira demais por ser uma grande redatora e por não ter se curvado diante das “peças que a vida nos prega”.  Ao contrário disso, ela fez da tristeza e da perda um renascimento e uma grande vitória.

Li, que bom realizar esse  “sonho bobo” , que de bobo não tem nada, né?!  Sonhar é e sempre será muito importante para gente!

E que bom saber que estas pessoas das quais somos “fãs” são além de tudo, seres humanos maravilhosos!!!

P.S.: Para quem quer saber mais: www.hojevouassim.blogspot.com .   Não deixe de visitar também o blog ” Para Francisco” , feito para o filhinho dela e que já virou livro e em breve, será filme!

Um beijo.

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Fotojornalismo. Para quê?!

Quando fotografamos nosso primeiro casamento em Cuiabá, há exatos 7 anos, fomos instantaneamente definidos como “fojornalistas”.  Um termo que sempre nos deixou orgulhosos, mas também cheios de responsabilidade.  Isso porque ser um fotógrafo que retrata a vida e as coisas dessa forma nos faz precisar estar munidos de muito além que um bom equipamento e sorte: precisamos estar munidos de emoções.  Digo isso porque registrar jornalisticamente um evento para mim,  é não interferir na sua realização.  E isso é muito profundo porque como alguém pode estar presente num lugar a tal ponto e com tamanha presença de espírito a ponto de  “não ser visto” e “não interferir”… só guardar?!  Percebi que os fotojornalistas pedem (consciente ou inconsientemente) permissão para “invadir” um pequeno mundo ou situação.  De tal forma que mesmo sendo uma cena de conflito, tragédia, ou alegrias profundas aquela pessoa com a câmera na mão seja tão bem vinda que muitas vezes chega a ser invisível.   Algo muito difícil,  concluí devagar… E quem faz esse tipo de trabalho, você pode perguntar?!  Os fotógrafos de jornais, os apaixonados por natureza e que convivem com ela sem interferir no curso natural das coisas, os fotógrafos de guerra – apaixonados ou não esse é um campo delicado e de um profundo papel no que conhecemos da nossa história.  Afinal, quem mais contaria tudo isso para gente?!  Mas também, possivelmente aproveitado quer seja num registro de casamento, de nascimento, de aniversário…

Depois de anos me questionando sobre como nos encaixaríamos neste termo, percebi afinal que  eu gostaria de carregar comigo a possíbilidade de não me definir… De deixar que o cliente definisse nosso trabalho por nós…  E isso tem acontecido devagar.

Me alegro ao ouvir que nossas fotos guardam as emoções.  Me alegro ao ouvir que elas guardam a verdade.  E de todo coração, me alegra saber que este será o maior presente para as futuras gerações, afinal, o que fica é o registro, e a forma como o fotógrafo viu tudo isso… A delicadeza deste olho e a forma como “ele” quis contar isso para o mundo.

Recentemente ouvi muito a respeito deste tema e, e estudá-lo é sempre fascinante.  Por isso, e para esclarecer as dúvidas de muitos clientes que querem saber o que realmente significa fotojornalismo, esclareço que talvez o que mais nos atraia no trabalho de um ou outro profissional é a maneira que ele escolhe representar o mundo e “apresentá-lo” para nós.  E isso, é pessoal e ouso dizer ainda, “intrasferível” – cada um encontrou sua forma.

O VALOR (= importância)  envolvido nessa eternização, nesse olhar apurado, delicado e totalmente dedicado ao  “seu grande” dia é único e portanto, deve ser escolhido com cuidado e conhecimento de causa.  E para isso, ajuda se você se perguntar sob que lente, que ângulo e que sensibilidade você gostaria de ter contada a sua história.

Um beijo.

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Memórias de infância

Queridos, compartilho com vocês a realização de um sonho de alguém realmente importante para mim.

Há poucos dias foi aberto um pequeno depósito que reúne vários desejos de uma vida toda: o de voltar para casa, o de fazer o que se ama, o de proporcionar alegria, aconchego e bem estar no lugar mais importante para gente que é o nosso lar.

Acredito que não estejam entendendo nada e por isso, quero esclarecer.  Cresci no ambiente mais rico e feliz que se pode desejar.  Numa fazenda centenária que pertenceu aos meus bisavós… Nela nenhum traço de objetos de valor a serem herdados.  A maior preciosidade que tivemos foi perceber o quanto é boa uma comida caseira e feita no fogão à lenha, o quanto é bom ver cores, animais, água abundante e a gente convivendo em harmonia com isso tudo.  Minha infância tem cheiro de manga rosa, gosto de doce de leite feito em casa e o frescor de uma cachoeira de água cristalina no quintal de casa.  Por isso gosto tanto dos “pratos esmaltados, de  andar descalça, de móveis de madeira, de flores na mesa, de espaço…

Nessa pequena casa que descrevi cresceram quatro mulheres e que hoje se tornaram 8 (acreditem, os únicos meninos em casa são os genros e meu pai!) e uma delas quis reviver as sensações que tivemos nesse mundo perfeito para nós.

A “Candeia Móveis Rústicos e Afins” é o primeiro passo para resgatarmos isso de novo.  Minha irmã voltou de SP, depois de longos 20 anos trabalhando numa grande multinacional.  O desejo por qualidade de vida e por simplicidade a trouxe de volta, e quis dividir com vocês o que ela e meu cunhado construíram juntos.  É pequena ainda, mas cheia de amor, de vontade e de tantos outros sonhos que eles alimentam.  Os móveis são politicamente corretos além de tudo.  São de maneira de demolição e vindos de Belo Horizonte, terra dos nossos avós.  Aqui, um pouquinho e um convite para que conheçam…  Além de vender, muitos móveis estão disponíveis para locação e em breve, muitas outras peças novas no show room.  O site: www.candeiamoveis.com.br .

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Desabafo e Desagravo!

Tem faltado tempo e silêncio para escrever.  Não falo do silêncio só de ruídos, falo do interior,  que a gente precisa para expressar mesmo que a indignação diante das coisas.

Nesse período meu verbo foi  “exercitar”  muitas coisas e deixei falar muitas das minhas vontades…  Tenho muitas vontades ainda queridos e, uma delas é de ter projetos pessoais que possam ser levados paralelamente ao que a Objetiva têm feito, mas será um assunto para outro post porque hoje eu quero “desabafar”…

Sempre gostei de pessoas, por isso acho que a fotografia embora não traduza totalmente quem eu sou, define uma parte fundamental na minha vida.  No início, faltava consciência ainda de que seria essa minha profissão, mas revendo minhas memórias percebi que sempre fotografei, mesmo sem ter uma câmera nas mãos. Porque fotografar é guardar um momento, nem que seja na memória!  E percebi que sempre guardei pessoas, sentimentos, ocasiões, celebrações… Engraçado pensar porque fotografo casamentos, já que para mim é o primeiro motivo real para se celebrar.

Com o tempo e todas as histórias que coleciono aprendi a valorizar e admirar os motivos que fazem uma pessoa escolher outra e decidir viver com ela.  Acho poética essa vontade e também um ato de coragem, já que além de alegrias, vamos também dividir fragilidades, defeitos, medos…

E por trás de todos os símbolos que conhecemos ( o véu, a grinalda, as alianças, etc…) e que fazem acontecer o casamento, existe então mais que um ritual da noiva vestida de branco e do noivo à sua espera no altar.  Existe a necessidade e a vontade de sermos abençoados por Deus, qualquer que seja nosso credo e religião.  Falo como noiva que fui e por todas as que confidenciam suas histórias e segredos, felizes por encontrarem o “par perfeito” …  Por todos os sonhos que percebo nos olhos, na fala e na emoção que presencio; o casamento é algo que respeito profundamente!

Recentemente porém venho observado o comportamento de algumas igrejas e por mais que entenda que esse templo é sagrado e que existem limites, me entresteci demais com uma delas… Quando falo da igreja, me refiro às pessoas que a administram,  e falar disso aqui me tomou tempo e um exercício: o de não calar!  A igreja em questão é patrimônio tombado, tem restauração em seus monumentos e para mim, tem um significado e uma beleza sem igual.  É afinal onde minha irmã do meio se casou, onde batizamos todas as nossas sobrinhas e onde provavelmente se casaria minha irmã gêmea, se a escolha não tivesse sido desmotivada por tudo que acabamos ouvindo. Entendo as regras de preservação e mais, entendo que a celebração deve fazer mais sentido que luzes decorativas, canhões ou decorações ricamente colocadas.  Mas entendo também que a escolha da igreja nem sempre é por sua beleza e imponência.  É a escolha do lugar onde mais acreditamos estar próximos de Deus e de sua benção e, portanto, onde melhor deveríamos ser acolhidos.

Uma noiva fotografada pela Objetiva recentemente, nesta igreja, nos ligou dois dias depois da celebração também para um desabafo.  Ao ser cobrada pelo cheque caução ( sem aviso prévio em seu contrato), porque convidados fotografaram com câmeras amadoras dentro da igreja, retrucou com a administradora e explicou sua ligação e seu empenho ao ter a igreja na realização do casamento.  Mesmo após dizer quantas celebrações já haviam sido feitas ali na sua vida e de sua família, de como cuida da paróquia, ouviu claramente esta pessoa dizer que “para a igreja o que importa é o dinheiro”! Decepção que dividiu com a gente e que hoje divido com vocês… Uma tristeza imensa ao saber que às vezes as pessoas falam por si e levam por terra a imagem que demoramos uma vida inteira para construir.  Além das afirmações perigosas, essa pessoa em questão também fez ameaças, sugerindo inclusive que só poderiam trabalhar na igreja uma ou outra empresa autorizada por ELA.  Esclareço isso por fim porque todos os profissionais com trajetória e um nome à zelar tem total consciência da necessidade de cadastro, das normas de uso de luzes e flashs,  e o teor das afirmações sugeriram uma outra coisa pior ainda: a de que só trabalha lá quem paga!

Preservo aqui o nome de nossa cliente e espero, de verdade, que a adminstração da igreja ( e esta pessoa)  analise as consequências de sua atitude, porque acredito, a melhor das hipóteses  será o distanciamento dos noivos das igrejas… Fica uma dica também, a vocês que nos acompanham e que estão planejando seu casamento: avaliem bem todos os contratos assinados, esclareçam dúvidas, questionem…

Casamento é uma escolha feita por diversos motivos e vontades e, celebrá-las com tranquilidade no coração é o que eu desejo a todos vocês!

Um beijo e ótima semana!

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Para semana começar…

“Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu possa me dar…

Me encante nos mínimos detalhes.
Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,
Gostoso, inocente e carente.

Me encante com suas mãos,
Gesticule quando for preciso.
Me toque, quero correr esse risco.

Me acarinhe se quiser…
Vou fingir que não entendo,
Que nem queria esse momento.

Me encante com seus olhos…
Me olhe profundo, mas só por um segundo.
Depois desvie o seu olhar.
Como se o meu olhar,
Não tivesse conseguido te encantar…

E então, volte a me fitar.
Tão profundamente, que eu fique perdido.
Sem saber o que falar…

Me encante com suas palavras…
Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.
Me conte segredos, sem medos,
E depois me diga o quanto te encantei.

Me encante com serenidade…
Mas não se esqueça também,
Que tem que ser com simplicidade,
Não pode haver maldade.

Me encante com uma certa calma,
Sem pressa. Tente entender a minha alma.

Me encante como você  fez com o seu primeiro namorado…
Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.

Me encante na calada da madrugada,
Na luz do sol ou embaixo da chuva….

Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.
Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre…
Mas, me encante de verdade, com vontade…

Que depois, eu te confesso que me apaixonei,
E prometo te encantar por todos os dias…
Pelo resto das nossas vidas!!!”

(Pablo Neruda)

P.S.: À Marina Favato que além de fotógrafa talentos, a tem a poesia na alma. Ao Eduardo  que adora “Patch Adams” .

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Escolhas

Hoje é sábado e incrivelmente estou chegando em casa à meia-noite.  Faz muito tempo que não tenho um sábado assim, vendo nossa casa no fim de semana no início da madrugada,  e não no fim dela.

No trajeto para cá percebi que fiz muitas escolhas.  Neste sábado em especial,   fui também escolhida para registrar o aniversário da Júlia, a pequenina e linda filhinha de Fábio e Nájila.

Escolhi ( também)   estar neste momento porque vimos a Júlia na 3D, na barriga da Ná e nos olhos deles, antes mesmo que ela nascesse.  Fui escolhida para ser uma voz que ela ouviu na barriga e a “tia” que guardou memórias lindas do papai e da mamãe no casamento, na espera por ela,  e no primeiro ano que ela completaria.  Percebem a conexão?!  A gente escolhe e é escolhido em retribuição…

Comecei esse post querendo falar de escolhas porque meu pensamento nessa retrospectiva toda teve início quando me lembrei da família da Júlia, das coisas que ela ainda vai aprender, das lembranças que ela vai guardar e sem querer, me lembrei de um filme quando parei na porta de casa.  O filme que escolhi e que me fez ver a vida de forma mais tranquila e corajosa…

Assisti “Pontes de Madison” ainda em São Paulo quando havia acabado de chegar lá (precisamente) , deixando aqui meu diploma de contadora , minha família e tudo de seguro que eu tinha… Hoje olho para aquele tempo e entendo que valeu a pena demais.   Não só porque conquistei um coração realizado, mas porque cresci em 3 anos,  uma vida inteira.

Se me perguntarem qual a ligação do filme com isso tudo vou dizer que é total, (e certa)  porque com ele  e no aniversário de hoje, entendi que a gente faz escolhas e elas também nos fazem.  Espero então ser escolhida muitas, muitas vezes ainda porque é tão bom ser querido e importante para alguém, não é?!

E sobre “Pontes de Madison”, quem ainda não assistiu, é uma sugestão e, talvez um dos filmes que mais tenham me tocado… Fala de casamento, não no momento em que nos encontramos (eu não mais…rss)  -  como noivas – , mas na fase de vida constituída, de verdades certas e inesperadas, de segurança, paixão…  Fala de amor adulto e novamente do tema que me fez lembrar dele: das escolhas.

Que a gente possa então  fazer valer as melhores, as mais sábias, a menos providas de “segundas intenções” ou interesses – que a gente saiba separar o “joio do trigo” e que a gente entenda que de vez em quando é bom escolher estar em casa, mesmo que para ver o pôr-do-sol chegar, tomar banho de piscina com o filho, contrariar a correria da semana e almoçar com a esposa (ou com o marido); escolher (pelo menos de vez em quando!) o prazer no lugar do dinheiro… Assim, acreditem, escolheremos ser pessoas melhores, mais felizes e, quem dera, também possamos ser escolhidos como importantes para alguém igualmente importante para nós.

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