Desabafo e Desagravo!
Tem faltado tempo e silêncio para escrever. Não falo do silêncio só de ruídos, falo do interior, que a gente precisa para expressar mesmo que a indignação diante das coisas.
Nesse período meu verbo foi “exercitar” muitas coisas e deixei falar muitas das minhas vontades… Tenho muitas vontades ainda queridos e, uma delas é de ter projetos pessoais que possam ser levados paralelamente ao que a Objetiva têm feito, mas será um assunto para outro post porque hoje eu quero “desabafar”…
Sempre gostei de pessoas, por isso acho que a fotografia embora não traduza totalmente quem eu sou, define uma parte fundamental na minha vida. No início, faltava consciência ainda de que seria essa minha profissão, mas revendo minhas memórias percebi que sempre fotografei, mesmo sem ter uma câmera nas mãos. Porque fotografar é guardar um momento, nem que seja na memória! E percebi que sempre guardei pessoas, sentimentos, ocasiões, celebrações… Engraçado pensar porque fotografo casamentos, já que para mim é o primeiro motivo real para se celebrar.
Com o tempo e todas as histórias que coleciono aprendi a valorizar e admirar os motivos que fazem uma pessoa escolher outra e decidir viver com ela. Acho poética essa vontade e também um ato de coragem, já que além de alegrias, vamos também dividir fragilidades, defeitos, medos…
E por trás de todos os símbolos que conhecemos ( o véu, a grinalda, as alianças, etc…) e que fazem acontecer o casamento, existe então mais que um ritual da noiva vestida de branco e do noivo à sua espera no altar. Existe a necessidade e a vontade de sermos abençoados por Deus, qualquer que seja nosso credo e religião. Falo como noiva que fui e por todas as que confidenciam suas histórias e segredos, felizes por encontrarem o “par perfeito” … Por todos os sonhos que percebo nos olhos, na fala e na emoção que presencio; o casamento é algo que respeito profundamente!
Recentemente porém venho observado o comportamento de algumas igrejas e por mais que entenda que esse templo é sagrado e que existem limites, me entresteci demais com uma delas… Quando falo da igreja, me refiro às pessoas que a administram, e falar disso aqui me tomou tempo e um exercício: o de não calar! A igreja em questão é patrimônio tombado, tem restauração em seus monumentos e para mim, tem um significado e uma beleza sem igual. É afinal onde minha irmã do meio se casou, onde batizamos todas as nossas sobrinhas e onde provavelmente se casaria minha irmã gêmea, se a escolha não tivesse sido desmotivada por tudo que acabamos ouvindo. Entendo as regras de preservação e mais, entendo que a celebração deve fazer mais sentido que luzes decorativas, canhões ou decorações ricamente colocadas. Mas entendo também que a escolha da igreja nem sempre é por sua beleza e imponência. É a escolha do lugar onde mais acreditamos estar próximos de Deus e de sua benção e, portanto, onde melhor deveríamos ser acolhidos.
Uma noiva fotografada pela Objetiva recentemente, nesta igreja, nos ligou dois dias depois da celebração também para um desabafo. Ao ser cobrada pelo cheque caução ( sem aviso prévio em seu contrato), porque convidados fotografaram com câmeras amadoras dentro da igreja, retrucou com a administradora e explicou sua ligação e seu empenho ao ter a igreja na realização do casamento. Mesmo após dizer quantas celebrações já haviam sido feitas ali na sua vida e de sua família, de como cuida da paróquia, ouviu claramente esta pessoa dizer que “para a igreja o que importa é o dinheiro”! Decepção que dividiu com a gente e que hoje divido com vocês… Uma tristeza imensa ao saber que às vezes as pessoas falam por si e levam por terra a imagem que demoramos uma vida inteira para construir. Além das afirmações perigosas, essa pessoa em questão também fez ameaças, sugerindo inclusive que só poderiam trabalhar na igreja uma ou outra empresa autorizada por ELA. Esclareço isso por fim porque todos os profissionais com trajetória e um nome à zelar tem total consciência da necessidade de cadastro, das normas de uso de luzes e flashs, e o teor das afirmações sugeriram uma outra coisa pior ainda: a de que só trabalha lá quem paga!
Preservo aqui o nome de nossa cliente e espero, de verdade, que a adminstração da igreja ( e esta pessoa) analise as consequências de sua atitude, porque acredito, a melhor das hipóteses será o distanciamento dos noivos das igrejas… Fica uma dica também, a vocês que nos acompanham e que estão planejando seu casamento: avaliem bem todos os contratos assinados, esclareçam dúvidas, questionem…
Casamento é uma escolha feita por diversos motivos e vontades e, celebrá-las com tranquilidade no coração é o que eu desejo a todos vocês!
Um beijo e ótima semana!
Para semana começar…
“Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu possa me dar…
Me encante nos mínimos detalhes.
Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,
Gostoso, inocente e carente.
Me encante com suas mãos,
Gesticule quando for preciso.
Me toque, quero correr esse risco.
Me acarinhe se quiser…
Vou fingir que não entendo,
Que nem queria esse momento.
Me encante com seus olhos…
Me olhe profundo, mas só por um segundo.
Depois desvie o seu olhar.
Como se o meu olhar,
Não tivesse conseguido te encantar…
E então, volte a me fitar.
Tão profundamente, que eu fique perdido.
Sem saber o que falar…
Me encante com suas palavras…
Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.
Me conte segredos, sem medos,
E depois me diga o quanto te encantei.
Me encante com serenidade…
Mas não se esqueça também,
Que tem que ser com simplicidade,
Não pode haver maldade.
Me encante com uma certa calma,
Sem pressa. Tente entender a minha alma.
Me encante como você fez com o seu primeiro namorado…
Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.
Me encante na calada da madrugada,
Na luz do sol ou embaixo da chuva….
Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.
Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre…
Mas, me encante de verdade, com vontade…
Que depois, eu te confesso que me apaixonei,
E prometo te encantar por todos os dias…
Pelo resto das nossas vidas!!!”
(Pablo Neruda)
P.S.: À Marina Favato que além de fotógrafa talentos, a tem a poesia na alma. Ao Eduardo que adora “Patch Adams” .
Escolhas
Hoje é sábado e incrivelmente estou chegando em casa à meia-noite. Faz muito tempo que não tenho um sábado assim, vendo nossa casa no fim de semana no início da madrugada, e não no fim dela.
No trajeto para cá percebi que fiz muitas escolhas. Neste sábado em especial, fui também escolhida para registrar o aniversário da Júlia, a pequenina e linda filhinha de Fábio e Nájila.
Escolhi ( também) estar neste momento porque vimos a Júlia na 3D, na barriga da Ná e nos olhos deles, antes mesmo que ela nascesse. Fui escolhida para ser uma voz que ela ouviu na barriga e a “tia” que guardou memórias lindas do papai e da mamãe no casamento, na espera por ela, e no primeiro ano que ela completaria. Percebem a conexão?! A gente escolhe e é escolhido em retribuição…
Comecei esse post querendo falar de escolhas porque meu pensamento nessa retrospectiva toda teve início quando me lembrei da família da Júlia, das coisas que ela ainda vai aprender, das lembranças que ela vai guardar e sem querer, me lembrei de um filme quando parei na porta de casa. O filme que escolhi e que me fez ver a vida de forma mais tranquila e corajosa…
Assisti “Pontes de Madison” ainda em São Paulo quando havia acabado de chegar lá (precisamente) , deixando aqui meu diploma de contadora , minha família e tudo de seguro que eu tinha… Hoje olho para aquele tempo e entendo que valeu a pena demais. Não só porque conquistei um coração realizado, mas porque cresci em 3 anos, uma vida inteira.
Se me perguntarem qual a ligação do filme com isso tudo vou dizer que é total, (e certa) porque com ele e no aniversário de hoje, entendi que a gente faz escolhas e elas também nos fazem. Espero então ser escolhida muitas, muitas vezes ainda porque é tão bom ser querido e importante para alguém, não é?!
E sobre “Pontes de Madison”, quem ainda não assistiu, é uma sugestão e, talvez um dos filmes que mais tenham me tocado… Fala de casamento, não no momento em que nos encontramos (eu não mais…rss) - como noivas – , mas na fase de vida constituída, de verdades certas e inesperadas, de segurança, paixão… Fala de amor adulto e novamente do tema que me fez lembrar dele: das escolhas.
Que a gente possa então fazer valer as melhores, as mais sábias, a menos providas de “segundas intenções” ou interesses – que a gente saiba separar o “joio do trigo” e que a gente entenda que de vez em quando é bom escolher estar em casa, mesmo que para ver o pôr-do-sol chegar, tomar banho de piscina com o filho, contrariar a correria da semana e almoçar com a esposa (ou com o marido); escolher (pelo menos de vez em quando!) o prazer no lugar do dinheiro… Assim, acreditem, escolheremos ser pessoas melhores, mais felizes e, quem dera, também possamos ser escolhidos como importantes para alguém igualmente importante para nós.
Nova edição Revista Corpo e Arte
Há exatamente 25 anos uma família iniciou uma empresa e com ela, uma trajetória de vida, um negócio e um sonho que hoje todos conhecem.
O Grupo Corpo & Arte é hoje referência no mercado de moda do nosso estado, dividindo lojas em pontos estratégicos com produtos e marcas exclusivas e desejadas por mulheres e homens de nossa cidade.
Tamanho sucesso se deve ao empreendedorismo de seus fundadores e também a capacidade de se reinventarem, e assim, se tornarem sempre atraentes e presentes em nossas “listas de desejos”.
Há exatas quatro edições o grupo criou a Revista Corpo e Arte, num prenúncio aos 25 anos que a marca completaria em 2009.
Com grande honra, podemos dizer que vimos este projeto nascer, já que das quatro revistas feitas até 2009, pudemos participar de três. E nesta semana registramos a quinta edição. Além de cheios de alegria ao ver o quanto o projeto têm se desenvolvido, ficamos orgulhosos! Foram dois dias de fotos e muitos preparativos feitos antes do nosso primeiro click!
Toda equipe merece parabéns pela dedicação, cuidado e imenso amor ao realizar este projeto. Tudo muito bem cuidado: a definição do estilo e temas, a beleza, looks dos modelos, a locação (e até o nosso lanchinho e água trazidos mais depressa que a vontade) não nos deixaram esquecer o quanto é maravilhoso fazer parte de algo bem cuidado, com um propósito definido e cheio de significado.
Estamos agora trabalhando nas etapas seguintes e esperando ansiosos as matérias, as dicas e todo conteúdo escolhido criteriosamente pela equipe Corpo e Arte.
A todos que fazem parte deste projeto lindo, nosso agradecimento!
Amor de verdade
Fico feliz quando ouço das noivas que vieram até nós porque nossas fotos parecem capturar mais que a emoção das pessoas. Que elas procuram captar a essência do amor delas. E nesta tarefa deliciosa que é fazer parte de dias incríveis, a gente vê, ouve, aprende e se emociona também.
Nesses 7 anos trabalhando com casamentos e festas já perdi as contas de quantas vezes me emocionei. Posso citar vários exemplos de casamentos em que chorei de felicidade por poder estar ali e tendo o exemplo de como o amor pode nos mudar e fazer melhores. Por isso repito sempre que faço o que amo e que essa oportunidade me faz querer ser melhor todos os dias…
Ontem só vi um link antigo no site de um fotógrafo de Belo Horizonte e que acredito, muitos de vocês conheçam. O Vinícius Matos é o empreendedor que eu gostaria de ser, com o dom da palavra que todos gostaríamos de ter. Divido com vocês fotos e comentários que ele fez a respeito de um casamento muito, muito especial clicado pelo americano Romain Blanquart e, que tenho certeza já tocou muitos corações pelo mundo afora.
A moça da foto se chama Katie Kirkpatrick, de 21 anos. Ao lado dela está o noivo, Nick, de 23. A foto foi tirada pouco antes da cerimônia de casamento dos dois, realizada em 11 de janeiro de 2005 nos Estados Unidos. Katie tem câncer em estado terminal e passa horas por dia recebendo medicação. Na foto Nick aguarda o término de mais uma destas sessões.”
“Apesar de sentir muita dor, de vários órgãos estarem apresentando falência e ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento e fez questão de cuidar do máximo de detalhes. O vestido teve que ser ajustado várias vezes, pois Katie perde peso todos os dias devido ao câncer. ”
“Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie. Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também. O outro casal da foto são os pais de Nick, emocionados com o casamento do filho com a mulher que namorou desde a adolescência.”
Katie, sentada em uma cadeira de rodas e com o tubo de oxigênio, ouve o marido e os amigos cantarem para ela.”
No meio da festa Katie tira um tempo para descansar. A dor a impede de ficar de pé por muito tempo.”
5 dias depois Katie morreu. Ela não deixou a doença tirar suas esperanças. Seu casamento foi lindo e ela provou que dar amor e recebê-lo faz com que ele nunca morra. E foi assim que Katie venceu o câncer.”
Cenas da vida real para gente repensar o amor e o valor de que damos para ele.
Memórias
Quem me conhece de verdade sabe que o final de ano é algo um tanto quanto “estranho” para mim… Dezembro é o mês que antecede nosso aniversário (sim, tive a sorte de nascer com a Li); o mês que sempre parece uma confusão total. É quando fica provavél num único dia que o pneu do carro fure, o computador se revolte, a Luli fique doente, a gripe chegue, o provedor não funcione… E apesar dessa promessa de tudo dando errado, é provavelmente o mês em que eu me obrigue a pensar sobre o ano e o que me aguarda para o futuro.
O final de 2009 me ensinou a apreciar o silêncio, e no balanço inevitável fui grata pelo saldo positivo! De verdade, pensei em todos vocês que estiveram com a gente no trabalho, por menores que tenham sido as oportunidades, e a todos, desejei que tivessem saúde e TEMPO para apreciar esse momento de silêncio e concentração.
Quanta luta, não?! Quantas vezes sentimos medo, alegria, orgulho, dúvida nesse ano?! Que bom que ao final de tudo a gente ainda esteja por aqui para contar essas experiências e fazer valer a vida.
Compartilho com vocês minha vontade de celebrar essas pequenas vitórias: ver minha família reunida no Natal (coisa rara!), preparar nossa própria ceia e ver de longe (e das nossas casas) o pouquinho dos fogos da Lagoa Encantada (
). Ver meus pais sorrindo e morrendo de pena de um cachorrinho minúsculo correndo feito doido por causa do barulho… Desejar de verdade que 2010 seja melhor, MAIOR, mais leve! E depois, quando estávamos curtinho pequenas “férias” estrear o ano com uma sessão longa de filmes debaixo da coberta e um “aniversário de gêmeas’…
E que incrível é saber que mesmo depois de um ano de muito trabalho, muito stress na reforma no escritório, muita briga interior, falta de tempo e sono acumulado, tudo que me vêm a cabeça agora é meu profundo amor pelo que faço e minha gratidão a todos que me permitiram isso.
Obrigada ao meu marido e todos da equipe Objetiva que dividiram comigo as alegrias e dificuldades – em momentos que sabemos não tiveram nenhum glamour (goteiras, infiltrações, poeira, barulho…). Que bom desfrutarmos juntos das vitórias tbm!
Aos parceiros de trabalho e amigos que conquistamos, nossa certeza que em 2010 fé, caráter e compromisso ainda farão toda a diferença.
E a você que foi, ou de coração, ainda pretende ser: fotografado, acarinhado ou mesmo ainda tomar um capuccino e jogar conversa fora com a gente, quanta HONRA! A gente te espera em 2010 também!
Um beijo.
Bom estar de volta.
A carta

“Cheguei ao ponto construtivo destas considerações. João Brandão, que às vezes é modelo de sabedoria relativa ( a absoluta consiste em deixar a fantasia agir), contou-me que todo ano recebe um cartão nestes termos: “CALMA, RAPAZ”.
“E quem é que manda este cartão? “, perguntei-lhe. “Eu mesmo. Entro na fila, compro o selo, boto na caixa. Porque se eu não fizer isto, ninguém o fará por mim. Ao receber a mensagem, considero-a mandada por amigo vigilante e discreto, e faço fé na recomendação, que eu não saberia me impor, diante do espelho.” Pausa e continuação: “Tem me ajudado muito. Você já reparou que ninguém deseja calma. A ninguém, na época de desejar coisas? Deseja-se prosperidade, paz, amor, isso e aquilo (‘tudo de bom para você’), mas todos se esquecem de desejar calma para saborear esse tudo de bom, se por milagre ele acontecer e, prinncipalmente o nada de bom, que às vezes acontece no lugar dele.
Como você está vendo, não chega a ser um voto que eu desejo a mim próprio, pelo correio. É uma vacina.”
Vacinemo-nos, amigos.
Carlos Drummond de Andrade
Esse é o desfecho próprio e talvez um novo início, de uma nova fase, de um novo ano que se aproxima. É comum a gente fazer esses balanços perto do final do ano. E que bom será o sentimento de saber que a gente pode parar um pouquinho e aproveitar, porque estamos sempre acostumados a correr, anteceder, prever, antecipar… Enfim, existe também o tempo de aproveitar.
Obrigada a Márcia, Mônica e Marina, pessoas incríveis que conheci.









































